V JORNADA NACIONAL DE HISTÓRIA DOS SERTÕES / I COLÓQUIO REGIONAL SERTÕES, TEMPO, ESPAÇO E NATUREZA - 120 ANOS DE "OS SERTÕES"

13 Set 2022 0 comment
A V Jornada Nacional de História dos Sertões/I Colóquio Regional Sertões, Tempo, Espaço e Natureza tem como objetivo geral proporcionar um compartilhamento de saberes acadêmicos sobre o domínio temático da História dos Sertões, a partir do cruzamento de esforços institucionais, que partem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).A V Jornada Nacional de História dos Sertões, assim, aposta no fortalecimento desse campo, a partir da confluência de pesquisadores da História e das Humanidades para importantes discussões de temas a ele correlatos. Trata-se, aqui, de uma ação de continuidade, que dá prosseguimento a outras edições da jornada anteriormente realizadas (I, em 2016-2017; II, em 2018; III, em 2019; IV, em 2021).Em sua quinta edição, a jornada é promovida pelo Programa de Pós-Graduação em História - Mestrado em História dos Sertões (MHIST-CERES-UFRN), Departamento de História (DHC-CERES-UFRN), Grupo de Pesquisa História dos Sertões e Grupo de Pesquisa Sociedade e Cultura em Sertões Coloniais: história e historiografia- SERCOL - Sociedade e cultura em sertões coloniais: história e historiografia. Tem como apoio a Sertanus - Rede de Pesquisa em História dos Sertões. Dentre os benefícios esperados, listamos: (1) o fortalecimento do campo temático da História dos Sertões entre as instituições promotoras do evento e aquelas que participarão da programação, seja a partir dos convidados, seja a partir da interação dos inscritos; (2) a troca de saberes entre as pessoas que participarão da jornada, acadêmicos e não acadêmicos; (3) a difusão do conhecimento científico produzido no âmbito da UFRN; (4) e a publicação dos textos da programação sênior em formato de livro e dos Simpósios Temáticos no formato de anais.O evento, em sua quinta edição, tem como temática os 120 anos de Os Sertões, obra de Euclides da Cunha, que teve sua primeira edição em 1902. Essa obra fazia parte de um projeto de escrita já esboçado (e divulgado pela imprensa) quando de sua ida ao campo em 1897 e que foi amadurecendo nos anos seguintes. A particularidade e densidade com que abordou a “Guerra de Canudos” acabou por se tornar um grande laboratório para se compreender a complexidade que é o Brasil. Com este livro inaugural, os sertões, a nação e a nacionalidade foram tematizadas, pela primeira vez, com profundidade. Não à toa, após a sua publicação e legitimação da sua importância pelos “juízos críticos” emitidos por eminentes críticos literários (José Veríssimo e Araripe Júnior), a obra e o autor ganharam um espaço incontornável na cultura escrita brasileira.Aproveita-se o ensejo, também, e, na V Jornada Nacional de História dos Sertões, promove-se um debate alusivo ao bicentenário da Independência do Brasil e sua relação com os sertões. Os estudos sobre a Independência do Brasil estiveram muito centrados nas forças propulsoras e efeitos deste processo em relação a um novo Estado muito litorâneo, voltado ao Atlântico e um tanto quanto bragantino, apesar da ruptura política com o mundo ibérico. Nesse sentido, o Rio de Janeiro, a Corte e as elites que orbitavam o centro administrativo do futuro Império receberam bastante atenção da História. Em um quadro contemporâneo de revisão e renovação desses estudos, a partir das quais pensa-se o processo de modo multifacetado, inclusive a partir da percepção mais abrangente de “independências”, cabe-nos pensar, como os diversos sertões do Brasil, reagiram à Independência, mas também, antes disso, como foram forças operantes em favor, contra e mesmo produtora de outros projetos sociais nesse contexto de mudanças do início do século XIX. Refletir sobre o processo de Independência em sua relação com os sertões, as sociedades sertanejas e o modo como essas se situaram e foram situadas em torno e após 1822 se faz necessário, urgente e pertinente frente às comemorações que se avizinham em 2022.

Informações adicionais

  • Período: 13 a 16/09/2022
  • Local: Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES) - Campus de Caicó - UFRN