REVISTA TRILHAS DA HISTÓRIA

Ana Luiza de Castro Pereira Gomes

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Doutora em História pela Universidade do Minho (UMINHO/Portugal)

Investigadora Integrada no Centro de Humanidades/Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa (CHAM/FCSH-UNL/Portugal)



Andrey Minin Martin

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Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Professor Adjunto pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e ProfHistória (UEMS)



Manuela Areias Costa

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Doutora em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Professora Adjunta pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e ProfHistória (UEMS)



Wanessa Pires Lott

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Doutora em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG/Brasil)

Professora Adjunta e Pesquisadora pela Universidade Federal do Pará (UFPA/Brasil)



A articulação entre a História e o Patrimônio vem assumindo contornos mais abrangentes na atualidade, na medida em que articula espaços geográficos, experiências de vida cotidiana e a edificação de construções, situações estas em que a atividade humana e a História entrelaçam-se na construção da memória. Quando em 1937 foi criado o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) os bens materiais foram privilegiados. A partir da década de 1970 e com os debates em torno da ampliação do conceito de Patrimônio Cultural, começaram a ser introduzidos os bens culturais imateriais nas políticas de acautelamento. Mais recentemente, com o objetivo de promover uma maior interlocução entre bens materiais e imateriais, foi introduzido o conceito de Paisagens Culturais, que busca entrelaçar o momento histórico com as atividades culturais, com os modos de produção e com as vivências das comunidades na natureza. Pretende-se, com esse novo caminho, valorizar bens e vivências culturais que não podem ser analisadas isoladamente em suas feições naturais, materiais e imateriais. Desta maneira, o Patrimônio deixa de ser apenas um adjetivo dado a um bem cultural e passa a cumprir sua função social com um bem salvaguardado vivido pela sociedade no tempo presente. A partir da ideia de continuidade presente na História, a comunidade local é capaz de (re) interpretar os bens tombados agregando a sua vivência cotidiana do presente. Sendo, possível, entrelaçar e conectar o passado ao presente, escolhendo o que deve ser lembrado e o que deve ser esquecido. Este processo extrapola a referência do tempo histórico no qual o bem foi construído, cabendo à sociedade reafirmar este momento histórico ou valorizar as memórias construídas nos tempos mais atuais ou apenas esquecer os passados vinculados a este bem. Diante do exposto, este dossiê pretende reunir estudos que abordem de maneira conectada – História e Patrimônio – tendo em consideração as interpretações construídas pela sociedade de bens patrimoniais materiais e imateriais. Neste viés, as relações de tais bens com as vivências culturais bem como com a natureza se mostram como um campo profícuo de (re) construção da memória. Ademais, é pertinente a este dossiê os estudos sobre as Políticas Públicas que caminham nesta direção e que privilegiam a relação da sociedade com a vivência cotidiana diante do bem tombado. Estudos de adaptação dos bens patrimoniais para usos atuais também se mostram de grande interesse para esta revista. Desta maneira, nos distanciamos de narrativas do passado que buscam apenas a rememoração e o congelamento de um dado tempo histórico sem que haja a possibilidade de apreensão do movimento fluido da memória em caminho com o tempo presente. Em um jogo de lembranças, esquecimentos e silenciamentos inerentes à constituição da vivência humana diante de seus bens patrimoniais.

Informações adicionais

  • Tema: História e Patrimônio: universos entrelaçados na construção da memória
  • Prazo: 20/03/2024