GT Teoria da História e História da Historiografia

Coordenadores 2019-2021:

Prof. Dr. Wagner Geminiano dos Santos (Redes Municipais de Ensino de Água Preta e São José da Coroa Grande PE).
Prof. Dr. Luiz Carlos Bento (UFMS)

A proposta de criação do presente GT surge em meio ao boom dos estudos em Teoria da História e História da Historiografia no país e no mundo. No Oitocentos, a questão em torno da produção da escrita da História do Brasil colocava-se como uma preocupação central para os letrados, especialmente, aqueles ligados ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). No século XX, tal eixo se constituiu como uma agenda de investigação abrangente e multifacetada, desde os consideráveis esforços empreendidos pelo historiador José Honório Rodrigues no sentido de se precisar uma área de atuação até as disciplinas de teoria da história e historiografia nos currículos universitários. Para o referido historiador, a historiografia era um reflexo da própria história nacional, marcada, segundo ele, pela “sociedade velha” e “arcaica”, por isso, a ênfase “esmagadora” à história colonial, “expressão do seu apego às tradições e à cultura luso-brasileiras, forma de concepção histórico-filosófica de sua personalidade básica e de seu caráter social.”1 Conforme José Honório Rodrigues, havia uma estreita conexão entre a historiografia de um período e as preferências e características de uma sociedade, justificando a partir desse axioma a relação entre a “sociedade arcaica” e o sobejo dos estudos sobre o período colonial.

Na contramão da concepção de José Honório Rodrigues, acreditamos que a historiografia não é um espelho do social, refletindo-a vis-à-vis. Entendemo-la como uma prática social que produz dadas representações do passado, “materializado num conjunto de textos dados à leitura de uma coletividade como parte do seu próprio esforço de construção identitária.”2 De modo diferente de José Honório Rodrigues, concebemos o passado não como um reflexo do presente, mas “como parte da construção do presente e também como desejo de projeção para o futuro, como projeto social.”3

Levando em consideração as transformações políticas e sociais, bem como as mudanças no interior da própria História, sobretudo, após a década de 1970, percebe-se que a disciplina ingressou em outro momento, definido pelo historiador François Hartog como "movimento reflexivo". A partir dessa fase, houve a aproximação, entre os historiadores, dos termos epistemologia e historiografia. Envolvidos com novos problemas, abordagens e objetos, os profissionais da área passaram a enfrentar indagações colocadas pelos diferentes contextos históricos e historiográficos.

Citemos aqui, como exemplo emblemático, os Estudos Africanos, que consolidaram-se na segunda metade do século XX, empenhados na produção de uma história descolonizada, contando com o esforço integrado por profissionais de diferentes disciplinas (antropologia, filosofia, literatura, arqueologia, sociologia, entre outras) para, segundo Fage4, ao somar-se aos historiadores da África e fora dela, pensar as condições históricas de possibilidade da história africana ter sido mais negligenciada que a das demais regiões não europeias. Desde então, uma geração de historiadores africanistas procurou desvelar a heterogeneidade social, ao mesmo tempo em que, “(...) refinaram e ampliaram as técnicas da metodologia histórica desembaraçando-a, de uma série de mitos e preconceitos subjetivos”5 em relação àquele continente e suas populações. Neste constante exercício de revisão crítica do fazer/saber histórico e uma vez que os Estudos Africanos se apresentam no cenário contemporâneo como elemento chave para a compreensão geopolítica dos fenômenos multifacetados das transformações sociais, econômicas, políticas e culturais, refletir sobre a produção da história da historiografia africana tem uma particular importância nos espaços acadêmicos de uma sociedade afro-brasileira. Esse exemplo pode ser desdobrado, do ponto de vista da teoria da história e da história da historiografia, para outras questões e problemas contemporâneos que nos têm interpelado como pesquisadores das áreas acima, tais como os debates decolonias, as pautas feministas, os usos políticos do passado entre tantos outros temas sensíveis.

Desse modo, a história, como disciplina, adentrou o século XXI com diversas propostas e, principalmente, muitas responsabilidades. O século passado indicou a agenda básica: os problemas da narrativa; as relações entre o historiador e as diferentes testemunhas que emergiram das experiências traumáticas recentes; a ascensão do tempo presente como temporalidade legítima à investigação histórica; as críticas advindas de outras disciplinas (particularmente da antropologia); os arquivos e o "dever de memória"; a judicialização do espaço público. Novas pautas passaram a compor esta agenda de questões desde que viramos o século, tais como as questões de gênero, as pautas feministas e decoloniais, os estudos africanos, as questões identitárias (em especial as indígenas, negras e LGBTQ+).

Neste contexto, as discussões em torno da história da história (historiografia) e da teoria e metodologia da história tem recebido inúmeras contribuições ao longo dos últimos anos em nosso país. O que vem possibilitando, dentre outras coisas, uma elaboração teórica e metodológica mais substancial e aprofundada das obras historiográficas produzidas pós década de 1980, assim como uma ênfase maior na discussão, entendimento e operacionalização dos conceitos e aparatos teórico-metodológicos usados para a construção do saber histórico no Brasil.

Isto se refletiu, sobremaneira, numa maior relevância da história da historiografia como uma das áreas mais discutidas, problematizadas e estudadas dentro do da disciplina História, no Brasil, hoje. Exemplos disso são a criação de linhas de pesquisa específicas para a discussão da teoria e metodologia da história e da historiografia em alguns dos principais programas de pós-graduação do país, tais como o programa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e o da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP, mas também as discussões realizadas por historiadores localizados em instituições cariocas como a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFFRJ, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ, assim como, mais recentemente, em instituições paulistas como a Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP e a Universidade Estadual Paulista – UNESP/Assis. Também foram criados alguns espaços institucionais que encampam e, em grande medida, direcionam estas discussões, como, por exemplo, a Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia – SBTHH e dois Simpósios Temáticos – STs inscritos regularmente nos Simpósios Nacionais de História – SNH da Associação Nacional de História – ANPUH Nacional (O ST coordenado pelos professores Durval Muniz de Albuquerque Jr. e Temístocles Cezar não foi inscrito na edição 2017 do SNH, realizada em Brasília, no campus da UnB). Vale lembrar ainda que a Associação Nacional de História foi presidida nos biênios 2007-2009 por Manoel Luiz Salgado Guimarães, em 2009-2011 por Durval Muniz de Albuquerque Júnior e em 2011-2013 por Benito Bisso Schimidt, pesquisadores ligados à área.

Outro importante espaço institucional tem sido garantido pela Revista de História da Historiografia – RHH, ligada ao programa da UFOP e a Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia – SBTHH que tem dado vazão a artigos escritos por pesquisadores nacionais e internacionais e se constituído como veículo de divulgação de pesquisas da área, gozando de respeito internacional. Também no campo das revistas cientificas, a Revista de Teoria da História ligada ao PPGH da Universidade Federal de Goiás – UFG, se constituiu como um importante instrumento de afirmação científica para os pesquisadores ligados ao campo da teoria e história da historiografia.

Já existe também um número significativo de pesquisadores ligados à área, como por exemplo; Temístocles Cezar, Fernando Nicolazzi e Arthur Lima de Avila na UFRGS Pedro Spinola Pereira Caldas e Rodrigo Turin na UNIRIO, Rebeca Gontijo e Maria da Glória de Oliveira na UFRRJ, Valdei Lopes de Araújo e Sérgio Ricardo da Mata na UFOP, Estevão Resende Martins e Arthur Oliveira Alfaix Assis da UNB, Lucia Maria Paschoal Guimarães e Thiago Lima Nicodemo da UNICAMP, Luiz Costa Lima e Marcelo Gantus Jasmin na Pontífica Universidade Católica – PUC-Rio, Marlon Salomon, Carlos Oiti Berbet Junior e Luiz Sérgio Duarte da Silva da Universidade Federal de Goiás – UFG, Durval Muniz de Albuquerque Júnior das Universidades Federal do Rio Grande do Norte e de Pernambuco – UFRN/UFPE, para citar apenas alguns dos mais conhecidos. Os pesquisadores citados desenvolvem pesquisas e promovem cursos apontando questões variadas e inovadoras relativas à teoria e história da historiografia, demonstrando a multiplicidade e a consolidação da área em diferentes vertentes e instituições. É a esta tradição de pesquisa que o presente GT busca se somar, sem, contudo, deixar de fazer uma abordagem crítica desta própria tradição e pensá-la a partir de sua própria historicidade, tentando evitar os riscos de uma adesão ingênua e acrítica.

Assim, a teoria da história e a história da historiografia tem se transformado em subdisciplinas específicas, a partir das quais se perscruta a produção do saber histórico nacional de forma cada vez mais sistemática e contundente. Tanto do ponto de vista conceitual, metodológico e das regras e procedimentos que presidem a construção deste saber, quanto do ponto de vista de sua historicidade, da sua imersão nos meandros das múltiplas temporalidades que perpassam e constituem a história da historiografia no Brasil.

É importante frisar que a proposta de criação desse GT procura recuperar, no interior da ANPUH, uma iniciativa de outro grupo de historiadores que em 2003 criaram o Grupo em Teoria da História no momento do SNH 2003, realizado em João Pessoa. E que, anos depois, veio se desdobrar na criação e fundação da Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia – SBTHH, em 2009. Esses eventos são assim descritos na página da SBTHH:

Em 25 de agosto de 2009, por ocasião do 3º. Seminário Nacional de História da Historiografia, no Auditório Francisco Iglesias do ICHS/UFOP, foi criada, em Assembleia Geral, a Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia – SBTHH, passo adiante no esforço de congregar os pesquisadores da área e de fortalecê-la no cenário intelectual nacional e internacional. Após o trabalho pioneiro de José Honório Rodrigues para definir a arquitetura disciplinar da área teórico-metodológica no campo da Historiografia no Brasil, a expansão da pós-graduação nas universidades brasileiras deu corpo a um conjunto cada vez mais rico e dinâmico de pesquisas, configurando o embrião de uma comunidade de pesquisadores que desde algum tempo busca formas mais eficazes de integração e cooperação. Marco nessa trajetória foi a formação, em 2003 na ANPUH de João Pessoa, do Grupo de Trabalho em Teoria da História no âmbito da ANPUH nacional.6

Esta proposta procura recuperar estes esforços e institucionalizar as discussões em torno da Teoria da História e da História da Historiografia novamente no interior da ANPUH, como Grupo de Trabalho. Por essa razão, este GT se justifica na medida em que se propõe a refletir, a partir dos elementos próprios da “Teoria da História e História da Historiografia”, novas maneiras de pensar o passado e o presente das diferentes sociedades. É preciso levar em consideração, também, que dado o momento delicado que a produção do conhecimento histórico atravessa no Brasil, a constituição de mais um espaço institucional, junto a ANPUH Nacional, para debater, discutir, pensar e divulgar àquilo que fazemos quando escrevemos história é de fundamental importância. Este GT não vem para tensionar o campo ou dividir atribuições, mas para somar-se aos esforços de fortalecimento, legitimação, debate, socialização e divulgação do conhecimento histórico produzido na academia. Dessa maneira, o intuito deste GT é permitir aos estudiosos, historiadores ou não, um espaço de interlocução e discussão sobre temas pertinentes à Teoria da História e História da historiografia de uma forma geral, oportunizando espaços para que sejam apresentadas pesquisas originais sobre diferentes modalidades do tema, bem como para que a própria existência e legitimidade deste campo ou domínio de investigação possa ser problematizado.

A iniciativa de proposição para criação é, portanto, um esforço coletivo que parte, também, de outros lugares institucionais. Em especial dos Simpósios Temáticos de Teoria da História e História da Historiografia ligados às seccionais da ANPUH nos estados e realizados durante os Encontros Estaduais da ANPUH em 2016 e 2018, em especial nas seccionais de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Mato Grosso do Sul e dos pesquisadores a eles atrelados. Estes STs além de proporcionarem momentos fecundos de discussão, possibilitaram o estabelecimento de uma outra forma de encontro através da constituição de um Fórum de Teoria e História da Historiografia, que seguindo os modelos realizados no PPGH UFRGS e no estado do Rio de Janeiro, tem procurado reunir e articular diversos historiadores e pesquisadores destas áreas para, anualmente, discutirem textos e pesquisas em andamento que versam sobre temas ligados a estas temáticas. Com isso minimizando uma certa dificuldade de encontrar espaços de discussão, debate e interlocução nos diversos programas e instituições a que os membros estão ligados. O Fórum já vai para sua quinta edição. A primeira foi realizada na UFRN – Campus Caicó-RN, no segundo semestre de 2016, a segunda na UFC – Campus Benfica, em Fortaleza – CE, no primeiro semestre de 2017, a terceira ocorreu em dezembro de 2017, na UFBA – nos Campus de São Lázaro e Ondina em Salvador – BA; e a quarta no mês de dezembro de 2018, no campus Recife – PE da UFRPE. O Fórum tem servido para a constituição de uma profícua e diversificada rede de pesquisadores e intelectuais das áreas acima referidas, viabilizando o aprofundamento de pesquisas, a produção e publicação de livros, artigos, teses e a ampliação e socialização do conhecimento histórico, criando núcleos de discussão entre alunos e professores nos lugares onde o evento se realiza. O próximo Fórum está programado para ocorrer em dezembro de 2019, na cidade de Natal-RN. Portanto, a proposição deste GT é produto, também, destes esforços e dos pesquisadores aí reunidos.

A seguir apresentaremos algumas atividades realizadas pelos pesquisadores articulados aos STs de Teoria da História e História da Historiografia junto as seccionais da ANPUH em seus respectivos estados, bem como um maior detalhamento das atividades do Fórum de Teoria e das atividades desenvolvidas nos Simpósios Nacionais da ANPUH:

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DOS STS DE TEORIA DA HISTÓRIA E HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA REGISTRADOS JUNTO ÀS SECCIONAIS ESTADUAIS DA ANPUH.

ST DE TEORIA DA HISTÓRIA E HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA ANPUH-PE.
COORDENADORES:
Prof. Dr. Wagner Geminiano dos Santos (Redes municipais de Ensino de Água Preta e São José da Coroa Grande – PE)
Prof. Dr. Pablo Spíndola (Uninabuco)

Atividades desenvolvidas:

• Realização do ST de Teoria da História e História da Historiografia durante o XI Encontro Estadual de História da ANPUH-PE: “Democracia e Diversidade: Produção e socialização do conhecimento”, no campus da UFRPE, entre os dias 12 e 15 de julho de 2016. O ST reuniu ao todo 12 pesquisadores de diversas instituições do Norte/Nordeste que apresentaram seus trabalhos, muitos deles fruto de pesquisa em nível de mestrado ou doutorado, em andamento. Na oportunidade foi lançada a proposta de criação de um Fórum de Teoria e História da Historiografia para reunir, de forma periódica, esses diversos pesquisadores espalhados pela região. Foi solicitado também o envio dos textos completos para a organização de uma posterior coletânea pelos organizadores do ST.

• Realização do ST de Teoria da História e História da Historiografia durante o XII Encontro Estadual de História da ANPUH-PE: “História e os desafios do tempo presente”, no campus da UFPE, entre os dias 07 e 10 de agosto de 2018. O ST reuniu ao todo 11 pesquisadores de diversas instituições do Norte/Nordeste que apresentaram seus trabalhos, muitos deles fruto de pesquisa em nível de mestrado ou doutorado, em andamento.
• Organização do Fórum de Teoria da História e História da Historiografia – Edição Recife, realizado no campus da UFRPE entre os dias 04 e 06 de dezembro de 2018, com o tema “Desafios contemporâneos a autoridade pública dos historiadores profissionais”. Na oportunidade, além de organizar o evento, os Prof. Drs. Wagner Geminiano dos Santos e Pablo Spíndola ficaram responsáveis pela coordenação de mesas-redondas, debates de textos no fórum de discussão e apresentaram parte de suas pesquisas em mesas do evento.

• I Fórum de Teoria e História da Historiografia – Edição Caicó-RN (novembro de 2016). Na ocasião de criação do Fórum de Teoria e História da Historiografia, em novembro de 2016, foram debatidos alguns textos de membros do Fórum, entre estes, o trabalho do professor Wagner Geminiano dos Santos, intitulado: “Imagens de pensamento de Michel Foucault na produção historiográfica de Durval Muniz de Albuquerque Jr.”. Este texto, após o escrutínio dos membros do Fórum, foi revisado e ampliado e publicado com o seguinte título: “A produção historiográfica de Durval Muniz de Albuquerque Jr.: Apropriação e usos do pensamento de Foucault no Brasil (1990-2006). O artigo pode ser acessado aqui: https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_geth/article/view/6717.

• Fórum de Teoria e História da Historiografia – Edição Salvador (dezembro de 2017). Nesta oportunidade, Wagner Geminiano dos Santos e Pablo Spíndola, coordenadores, participaram de mesas redondas, representando o ST de Teoria da História e História da Historiografia, vinculado à ANPUH-PE.

ST DE TEORIA DA HISTÓRIA E HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA ANPUH-RN.
COORDENADORES:
Prof. Dr. Bruno Balbino Aires da Costa (IFRN)
Prof. Dr. Evandro Santos (DHC-CERES-UFRN)

Atividades desenvolvidas:

• Simpósio Temático: Rumos da História e Historiografia: reflexões sobre a escrita da história no passado e presente do fazer historiográfico (julho de 2014). Os professores Diego José Fernandes Freire e Thyago Ruzemberg promoveram Simpósio Temático no âmbito das atividades do VI Encontro Estadual de História da ANPUH-RN. Na ocasião, iniciou-se a aproximação de pesquisadores cujos trabalhos dialogavam com as iniciativas dos proponentes do ST.
• Panorama da Pesquisa Histórica no Rio Grande do Norte (abril de 2016). O evento promoveu mesa redonda na qual, primeiramente, o Prof. Dr. Bruno Balbino Aires da Costa (IFRN) apresentou pesquisa desenvolvida na área de história da historiografia, construída a partir de documentos históricos disponíveis, sobretudo, no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. O palestrante apresentou a documentação bem como expôs aos participantes do evento a abordagem teórica por ele considerada na construção de sua investigação e, ainda, traçou um breve panorama da historiografia norte-rio-grandense. O segundo membro da mesa redonda, Prof. Dr. Helder Alexandre Medeiros de Macedo, por sua vez, apresentou fala sobre as possibilidades de pesquisa com acervos no Seridó. O palestrante enfatizou a própria importância da concepção de uma historiografia regional para o espaço em questão, destacando, por fim, a variedade de fontes históricas disponíveis no acero do Laboratório de Documentação Histórica (LABORDOC), arquivo permanente no âmbito do Departamento de História do CERES/UFRN.

• Simpósio Temático: Teoria da História e História da Historiografia: reflexões sobre a escrita da história no passado e presente do fazer historiográfico (julho de 2016). Os professores Bruno Balbino Aires da Costa e Diego José Fernandes Freire promoveram Simpósio Temático no âmbito das atividades do VII Encontro Estadual de História da ANPUH-RN. As atividades do ST ocorreram em dois dias e reuniu diversos trabalhos que se inserem na área de estudos referentes a esta proposta.

• Fórum de Teoria e História da Historiografia (novembro de 2016). Na ocasião de criação do Fórum de Teoria e História da Historiografia, em novembro de 2016, nas dependências do CERES-UFRN, foram debatidos alguns textos de membros do Fórum, entre estes, o trabalho do professor Bruno Balbino Aires da Costa, coordenador desta proposta.

• Fórum de Teoria e História da Historiografia – Edição Salvador (dezembro de 2017). Nesta oportunidade, Bruno Balbino Aires da Costa e Evandro Santos, coordenador e vice coordenador desta proposta, participaram de mesas redondas, representando o GT de Teoria da História e Historiografia, vinculado à ANPUH-RN.

• VIII Encontro Estadual da ANPUH-RN (julho de 2018). Neste encontro da seção regional da ANPUH, na cidade de Caicó, houve a proposição do ST intitulado “História dos Espaços, Teorias e Historiografia”, coordenado pelos professores Evandro Santos e Renato Amado Peixoto, membros desta proposta. Além disso, foi realizada a mesa redonda “A produção historiográfica no Rio Grande do Norte (1902-1938), composta pelos professores Durval Muniz de Albuquerque Junior, Raimundo Arrais e Bruno Balbino Aires da Costa.

ST DE TEORIA DA HISTÓRIA E HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA ANPUH-MS.
COORDENADORES:
Prof. Dr. Luiz Carlos Bento (UFMS)
Prof. Dr. Rodrigo Tavares Godoi (UNIR)

Atividades desenvolvidas:
• O ST de Teoria da História e História da Historiografia de Mato Grosso do Sul é vinculado ao grupo de pesquisa da Universidade Federal Mato Grosso do Sul – Teoria da História e História da Historiografia no Brasil (http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/7189244595061175) – coordenado pelos professores Luiz Carlos Bento (UFMS) e Rodrigo Tavares Godoi da (UNIR). O grupo de pesquisa foi institucionalizado e cadastrado junto ao Diretório dos Grupos de Pesquisas do CNPq em 2016 e desde então tem desenvolvido projeto e atividades na área.

• O ST de Teoria da História e História da Historiografia foi oficializado no XIV ENCONTRO DE HISTÓRIA DA ANPUH/MS “História: o que é, quanto vale e para que serve?” Realizado na segunda semana de outubro de 2018, quando foi registrado em ata a criação do ST com a participação de pesquisadores das três principais instituições de Ensino Superior do estado, respectivamente – Luiz Carlos Bento – UFMS, Eudes Fernandes Leite – UFGD, Diogo da Silva Roiz – UEMS.

• Ao longo do ano de 2018 o ST se fez representado em diversos eventos de significativa importância para a pesquisa histórica no Centro Oeste. Suas propostas de Mesa de debate ou de Simpósios Temáticos foram aprovadas no VI CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA – “História e os desafios do século XXI: política, feminismos e performances de gênero”, realizado na Universidade Federal de Jatai no período de 01 a 03 de agosto, no IX SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA CULTURAL – “Culturas – Artes – Políticas: Utopias e Distopias no mundo contemporâneo, 1968 – 50 anos depois”, realizado entre 22 e 26 de novembro de 2018 no anteriormente referido encontro da ANPUH/MS.
Dessa forma, o ST regional de Teoria e História da Historiografia do MS tem atuado no sentido de produzir e divulgar pesquisas no campo da história da historiografia em diversos formatos e meios de comunicação científica, tais como livros, capítulos de livros e artigos em editoras e revistas especializadas. Nesse sentido, aos poucos está se constituindo uma rede de sociabilidade entre pesquisadores que atuam no campo no Estado e na região Centro Oeste que contribui diretamente para o fortalecimento da área no Brasil e que agora se articula para a criação do GT Nacional de Teoria da História e História da Historiografia junto a ANPUH.

ST DE TEORIA DA HISTÓRIA E HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA ANPUH-CE.
COORDENADORES:
Prof. Doutor Kleiton de Sousa Moraes (UFC)
Prof. Doutorando Hildelbrando Maciel Alves (UFC)
Prof. Doutorando Carlos Renato Araujo Freire (UFPE)

• Realização da Segunda Edição do Fórum de Teoria e História da Historiografia – Edição Fortaleza - CE (09 e 10 de maio de 2017) no campus Benfica contando com a participação de pesquisadores de vários estados do Nordeste e fomentando as discussões dos trabalhos de pós-graduação no formato de um fórum de discussões.

• Realização do ST Teoria da História e História da Historiografia: (Re)pensando os caminhos de Clio em tempos de crise, em conjunto com o ST Teoria da Residualidade: possibilidades e aplicabilidades para as Humanidades coordenado por Hildebrando Maciel Alves (FECLESC/UECE), Kleiton de Sousa Moraes (UFC), Tito Barros Leal (UVA), Francisco Wellington Rodrigues (Doutorando Letras - PPGL-UFC) durante o XVI Encontro Estadual de História da ANPUH-CE: "História Pública e Democracia", no campus da UFC, entre os dias 24 e 27 de julho de 2018. O ST reuniu 15 pesquisadores de várias instituições do Ceará.

• Aprovação da criação Grupo de Trabalho Teoria e História da Historiografia na seção estadual do Ceará da ANPUH em plenária pública ocorrida na Universidade Federal do Ceará (UFC) no dia 27 de julho de 2018.

ST DE TEORIA DA HISTÓRIA E HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA ANPUH-PB.
COORDENADORES:
Prof. Dr. Gervácio Batista Aranha (UFCG)
Prof. Doutorando Elton John da Silva Farias (USP)

Atividades desenvolvidas:

• Nascimento do Grupo de Estudos Teoria e História da Historiografia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), coordenado pelos dois pesquisadores mencionados. O Grupo nasceu em 2009 quando o Professor Gervácio Aranha idealizou e submeteu um Projeto à Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Federal de Campina Grande (PRPG – UFCG), projeto este que foi aprovado e demandou a seleção de um bolsista de Mestrado referente ao Programa Reuni de Assistência ao Ensino Superior, em cumprimento às determinações da PORTARIA Nº 06/2008/PRPG, de 30 de Abril de 2008. O bolsista selecionado à época é o hoje Professor Mestre Elton John Farias, atualmente Doutorando em História Social pela Universidade de São Paulo (USP).

• O primeiro trabalho de maior relevância, para além das reuniões e debates propostos pelo Grupo de Estudos do período 2009-2012, foi a criação do Curso de Extensão em História e Marxismos oferecido pelo Grupo em parceria com a Unidade Acadêmica de História (UAH) da UFCG e com a própria ANPUH-PB. Tratou-se de um curso com duração de 40 horas distribuídas por 10 encontros ministrados por vários palestrantes entre 13 de março e 05 de junho de 2013.

• O segundo trabalho socialmente relevante resultou na publicação de um livro-coletânea, intitulado Epistemologia, Historiografia & Linguagens, lançado em 2013 pela Editora da Universidade Federal de Campina Grande (EDUFCG) e organizado pelos dois pesquisadores coordenadores do Grupo. A obra contou com 10 textos de pesquisadores vinculados ao Grupo de Estudos e à UFCG, além de duas contribuições de pesquisadores doutorandos à época (e hoje doutores) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gabriel da Costa Ávila e Francismary Alves da Silva. O livro contou ainda com prefácio escrito pelo Professor Doutor Valdei Lopes de Araújo, vinculado à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

• Após o lançamento da obra houve outro Curso de Extensão, homônimo ao livro, e também em parceria com UAH da UFCG e com a ANPUH-PB. Ocorreram encontros semanais, num total de 10, entre 04 de setembro e 27 de novembro de 2013. O curso foi dividido em duas partes: Epistemologia & Historiografia (entre 04 de setembro e 02 de outubro) e Epistemologia & Linguagens (entre 30 de outubro e 27 de novembro).

• Nas XVI e XVIII edições do Encontro Estadual de História da ANPUH-PB, em 2014 e 2018, respectivamente, ambos os pesquisadores coordenaram Simpósios Temáticos que se relacionavam com o Grupo e/ou com o livro-coletânea. Na edição de 2014, o Simpósio intitulou-se homonimamente ao livro. Em 2018 passou a se chamar Teoria e História da Historiografia. Em ambos os casos, buscou reunir textos que tragam contribuições ao metiér do historiador à medida que teçam reflexões sobre questões de Teoria, Historiografia, Epistemologia e/ou Metodologia históricas.

• Em 2016, ambos os pesquisadores se vincularam ao Fórum de Teoria e História da Historiografia, criado em 2016 por iniciativa dos então Professores Mestres (atuais Doutores) Pablo Henrique Spindola Torres e Wagner Geminiano dos Santos. Houve a participação do Grupo em três eventos do Fórum: o primeiro ocorreu em novembro de 2016 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no campus Caicó; os outros dois ocorreram em 2017, sendo um realizado em abril na Universidade Federal do Ceará (UFC), na cidade de Fortaleza, e o outro em dezembro na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, este último tendo contado com a participação de historiadores e pesquisadores de renome como o Professor Doutor Durval Muniz de Albuquerque Júnior (na conferência de abertura) e o Reitor da UFBA, Professor Doutor João Carlos Salles Pires da Silva (na conferência de encerramento), além de mesas redondas e fóruns de discussão realizados por membros do Fórum em si e por professores convidados (tais como o Professor Doutor Carlos Zacarias Figueirôa de Sena Júnior, a professora Doutora Wlamyra Albuquerque e a Professora Doutora Patrícia Valim, todos da UFBA).

• No mês de maio do corrente ano foi publicado o segundo volume de Epistemologia, Historiografia & Linguagens, obra que, organizada pelos proponentes do Grupo da seccional Paraíba, desta vez, contém autores vinculados tanto ao Grupo quanto ao Fórum homônimos, além de conter pesquisadores convidados de lugares diversos do país, sendo tais convidados quatro professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), uma professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), um professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e um professor da Universidade de Pernambuco (UPE). A obra conta também com prefácio escrito pelo professor Temístocles Américo Corrêa Cézar, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

• Por fim, os sócios da seccional ANPUH-PB reunidos no dia 02 de agosto de 2018, em plenária pública, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), decidiram por unanimidade a aprovação da elevação do Simpósio Temático Teoria e História da Historiografia à condição de Grupo de Trabalho da Associação estadual da Paraíba a partir da data disposta.

ATIVIDADES DO FÓRUM DE TEORIA E HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA.

O Fórum de Teoria e História da Historiografia, que seguindo os modelos realizados no PPGH UFRGS e no estado do Rio de Janeiro, tem procurado reunir e articular diversos historiadores e pesquisadores destas áreas para, anualmente, discutirem textos e pesquisas em andamento que versam sobre temas ligados a elas. Com isso minimizando uma certa dificuldade de encontrar espaços de discussão, debate e interlocução permanentes nos diversos programas e instituições a que a maioria dos pesquisadores estão ligados. Neste sentido, o Fórum se propõe a ser um espaço de discussão e debate de pesquisas que versem sobre a Teoria da História e a História da Historiografia, buscando, a partir de tal premissa, criar uma rede de pesquisadores/as, intelectuais e historiadores/as que trabalhem com as áreas acima referidas, tendo por finalidade a pluralização, a descentralização e a democratização destas discussões pelos Programas de Pós-Graduação em História país a fora, deslocando-as especialmente para regiões onde estas discussões ainda não encontram-se capilarizadas nos PPGHs, em especial as regiões Norte e Nordeste e em alguns estados da região Centro-Oeste, bem como estabelecer contatos e relações com os demais centros de produção e núcleos de pesquisa nestas áreas das demais partes do país. Intenta focar também na divulgação e circulação das pesquisas dos/as historiadores/as das regiões citadas, ainda que esteja aberto a participação de pesquisadores/as de qualquer parte do país que, por ventura, venham a estar interessados/as nos debates, discussões e produções decorrentes de seus encontros, buscando, com isso, constituir uma rede nacional de pesquisadores, historiadores e intelectuais dedicados a pensar, discutir a teoria da história e a história da historiografia. O Fórum vai para sua quinta edição, a ser realizada na cidade de Natal – RN, em dezembro do corrente ano. Até então foram realizadas quatro edições, descritas a seguir:

• Fórum de Teoria e História da Historiografia – Edição Caicó-RN (10 e 11 de novembro de 2016), no CERES-UFRN. Na ocasião de criação do Fórum de Teoria e História da Historiografia, em novembro de 2016, o evento tinha o formato apenas de fórum de discussão de textos em produção. Na ocasião foram debatidos dois textos de membros do Fórum. Um de autoria do professor Wagner Geminiano dos Santos, intitulado: “Imagens de pensamento de Michel Foucault na produção historiográfica de Durval Muniz de Albuquerque Jr.”. Este texto, após o escrutínio dos debatedores, Pablo Spíndola e Francisco Firmino Sales Neto (UFCG), e demais membros do Fórum, foi revisado, ampliado e publicado com o seguinte título: “A produção historiográfica de Durval Muniz de Albuquerque Jr.: Apropriação e usos do pensamento de Foucault no Brasil (1990-2006) na Revista Expedições: Teoria da História e Historiografia. O artigo pode ser acessado aqui: https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_geth/article/view/6717. O segundo texto debatido, por Hildelbrando Maciel (UECE) e Evandro Santos (CERES-UFRN), é de autoria de Bruno Balbino Aires da Costa (IFRN) intitulado: “O Rio Grande do Norte nas páginas do IHGB oitocentista”. Este texto revisado e ampliado foi publicado sob o mesmo título na coletânea “Teoria da História e Historiografia dos séculos XIX e XX: Ensaios” organizada pelos professores doutores Wagner Geminiano dos Santos e Pablo Spíndola.

• Fórum de Teoria e História da Historiografia – Edição Fortaleza – CE (09 e 10 de maio de 2017) campus Benfica. Nesta edição o Fórum continuou no formato apenas de fórum de discussão de textos em produção. Organizado pelo então mestrando pela UFRGS Hildelbrando Maciel Alves, na ocasião foram debatidos dois textos de membros do Fórum. Um de autoria do professor Elton John da Silva, intitulado: “A pesquisa em História & Música: um ponto fora da curva da renovação historiográfica dos Annales?”, escrutinado pelos debatedores, Pablo Spíndola e Wagner Geminiano dos Santos, e demais membros do Fórum. O segundo texto debatido, “Vocação, paixão e método: a face historiadora de J de Figueiredo Filho e a construção do Cariri cearense”, foi de autoria de Hildelbrando Maciel Alves (a época mestrando pela UFRGS), e foi discutido por Bruno Balbino Alves da Costa (IFRN) e Carlos Renato Araújo Freire (doutorando UFPE).

• Fórum de Teoria e História da Historiografia – Edição Salvador – BA, realizado entre os dias 05 a 07 de dezembro de 2017, nos campus São Lázaro e Ondina, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), sob a organização do Prof. Dr. Rodrigo Perez Oliveira. Esta edição do evento passou a ter um formato maior, contemplando além do espaço do fórum de discussão de textos, a realização de conferências e mesas redondas. É o primeiro a ter um tema aglutinador: “A historiografia brasileira em tempos de crise política e ameaças à democracia”. Ao todo foram duas conferências: a de abertura, proferida pelo historiador Professor Doutor Durval Muniz de Albuquerque Júnior (UFRN/UFPE), sob o título: “As hierarquias do silêncio: não ditos significativos no momento de se realizar um estudo de história da historiografia”; e a conferência de encerramento, proferida pelo Reitor da UFBA, Professor Doutor João Carlos Salles Pires da Silva. Foram organizadas cinco mesas redondas realizados por membros do Fórum e por professores convidados (tais como o Professor Doutor Carlos Zacarias Figueirôa de Sena Júnior, a professora Doutora Wlamyra Albuquerque e a Professora Doutora Patrícia Valim, todos da UFBA). No fórum de discussão de texto foi discutido o texto: “O engajamento político e epistemológico no ofício dos historiadores brasileiros profissionais nos anos da redemocratização: uma reflexão sobre a fundação da historiografia brasileira contemporânea (1975-1979).” de autoria do Prof. Dr. Rodrigo Perez Oliveira e debatido pelos professores Diego José Fernandes Freire (Doutorando UFRGS) e Elton John Silva Farias (Doutorando USP/UFRN) e demais membros do Fórum. Após o escrutínio o texto foi revisado, ampliado e publicado na Revista de História da Historiografia sob o título: “O engajamento político e historiográfico no ofício dos historiadores brasileiros: uma reflexão sobre a fundação da historiografia brasileira contemporânea (1975-1979)”. O texto pode ser acessado aqui: file:///C:/Users/wagne/Downloads/1314-5063-1-PB.pdf.

• Fórum de Teoria da História e História da Historiografia – Edição Recife, realizado no campus da UFRPE entre os dias 04 e 06 de dezembro de 2018, com o tema “Desafios contemporâneos a autoridade pública dos historiadores profissionais” e sob a organização dos professores doutores Wagner Geminiano dos Santos e Pablo Spíndola. Na oportunidade, além de organizar o evento, os Prof. Drs. Wagner Geminiano dos Santos e Pablo Spíndola ficaram responsáveis pela coordenação de mesas-redondas, debates de textos no fórum de discussão e apresentaram parte de suas pesquisas em mesas do evento. O Evento contou com uma mesa de abertura composta pelos professores doutores Antônio Torres Montenegro (UFPE) e Evandro Santos (CERES-UFRN) que apresentaram, respectivamente, os seguintes textos: “Da leitura a escrita: desafios ao historiador natural” e “Teoria e Metodologia da História; manuais, ensino e formação dos historiadores”. A mesa de encerramento foi composta pelas professoras doutoras Maria da Glória Oliveira (UFRRJ) e Rebeca Gontijo (UFRRJ) que apresentaram, respectivamente, os seguintes textos: “Interpelações feministas decoloniais à Teoria da História e à história da historiografia” e “Entre o presente e o passado: a crise das humanidades, os usos da história e a função do historiador na atualidade”. O texto apresentado pela historiadora Maria da Glória Oliveira foi publicado na Revista de História da Historiografia sob o título “Os sons do silêncio: Interpelações feministas decoloniais à história da historiografia” e pode ser acessado aqui: file:///C:/Users/wagne/Downloads/1414-5277-1-PB.pdf. Além destas, foram realizadas mais três mesas-redondas compostas por membros do Fórum e professores convidados, a exemplo da professora Ana Maria Veiga (UFPB) que apresentou o seguinte texto: “Teorias de gênero, ‘raça’ e classe na pesquisa histórica”. Houve a discussão de dois textos no fórum de discussões: um de autoria do Prof. Dr. João Munhoz Ohara (UNESP-Franca) que tinha por título: “Confiança e Autoridade Epistêmica: sobre as condições de possibilidade da historiografia moderna.” e que foi debatido pelos professores doutores Pablo Spíndola e Evandro Santos. O segundo texto é de autoria do doutorando pela UFRGS Diego Fernandes, intitulado “A historiografia brasileira e seu passado disciplinar: panorama de um debate” e que foi debatido pelos professores doutores Wagner Geminiano dos Santos e Rodrigo Perez Oliveira.

• Além dos artigos publicados em periódicos da área de renome nacional, como a Revista de História da Historiografia – RHH e a Revista Expedições, as discussões do Fórum e dos Grupos de Trabalho junto as seccionais da ANPUH possibilitaram a publicação de uma coletânea organizada pelos professores doutores Pablo Spíndola e Wagner Geminiano dos Santos, intitulada Teoria da História e História da Historiografia dos séculos XIX e XX: Ensaios. Composta por treze artigos de historiadores e pesquisadores de todo o Brasil e de diversas instituições, a coletânea foi prefaciada pelo Prof. Doutor Fernando Nicolazzi (UFRGS) e contou com a participação de alguns autores convidados como os historiadores Durval Muniz de Albuquerque Jr. e Francisco Carlos Teixeira. O livro foi publicado pela Paco Editorial em janeiro do corrente ano.

Muitos dos pesquisadores ligados ao Fórum tem ampliado e desenvolvido suas pesquisas também com as contribuições advindas das discussões estabelecidas nos espaços do evento e do contato com a rede de pesquisadores, intelectuais e historiadores que vem formando-se em torno do Fórum. Destaque-se, por exemplo, que as teses de doutorado de Wagner Geminiano dos Santos e Pablo Spíndola, defendidas em 2018, de Bruno Balbino, defendida em 2017, tiveram partes da pesquisa discutidas pelos membros do fórum ao longo de seu processo de produção. Assim como o projeto de doutorado de Diego Fernandes, partes da pesquisa de Pós-doutorado de João Ohara, recentemente aprovado em concurso para a área de Teoria da História da UFRJ; as pesquisas mais recentes acerca da pós-graduação em História no Brasil, desenvolvidas por Rodrigo Perez Oliveira, além de inúmeras outras discussões que têm incorporado à Teoria e História da Historiografia às questões de gênero, os debates decoloniais, as questões étnicas, políticas, éticas e estéticas que atravessam e constituem o nosso presente, etc. Tudo isso tem sido fruto de intensa discussão pelos membros do fórum, o que tem permitido a construção de uma rede intelectual ao mesmo tempo bem heterogênea e diversa, tanto do ponto de vista institucional quanto intelectual, mas também extremamente produtiva e com discussões que tem contribuído para aprofundar o debate sobre os problemas emergidos das áreas acima referidas.

São membros do Fórum:

Prof. Dr. Luiz Carlos Bento (UFMS)
Prof. Dr. Gervácio Batista Aranha (UFCG)
Prof. Dr. Bruno Balbino (IFRN)
Prof. Dr. Evandro Santos (CERES/UFRN)
Prof. Dr. Pablo Spíndola (UNINABUCO)
Prof. Dr. Wagner Geminiano dos Santos (Rede Municipal de Ensino Água Preta e São J. c. Grande – PE)
Prof. Dr. Rodrigo Perez Oliveira (UFBA)
Prof. Dr. João Munhoz Ohara (UNESP-Franca)
Prof. Doutorando Carlos Renato Freire (UFPE)
Prof. Doutorando Diego José Fernandes Freire (UFRGS)
Prof. Doutorando Elton John da Silva (USP)
Prof. Mestranda Patrícia Azevedo (UFRN)
Prof. Dr. Elias Veras (UFAL)
Prof. Dra. Ana Maria Veiga (UFPB)
Prof. Rosilene Melo (UFCG)
Prof. Doutorando Eduardo Henrique Barbosa de Vasconcelos (UFRGS/UEG)
Prof. Dr. Eduardo Antonio Estevam Santos (UNILAB – Campus dos Malês – BA)
Prof. Dr. Igor Guedes Ramos (Governo do Estado do Paraná)
Prof. Dr. Francisco Firmino Sales Neto (UFCG)
Prof. Ms. Thyago Ruzemberg Gonzaga de Souza (IFAL)
Prof. Dr. Joel Carlos de Souza Andrade (CERES/UFRN)
Prof. Mestrando Ewerton Wirlley Silva Barros (UFPE)
Prof. Mestrando Ledson Marcos Souza da Silva (CERES/UFRN)

STS NO SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – SNH.

Os membros do Fórum também propuseram a inscrição de Simpósios Temáticos – STs durante o Simpósio Nacional de História na edição de 2017, realizada no campus da UnB em Brasília – DF e para o Simpósio Nacional que ocorrerá em julho do corrente ano em Recife:

• Simpósio Nacional de História – SNH 2017: “Contra os preconceitos: História e Democracia”, Campus da UnB – Brasília-DF. No evento o Prof. Dr. Luiz Carlos Bento da UFMS propôs o ST Historiografia em Debate: Princípios de escrita e teoria da História. Na oportunidade foi o único ST no SNH voltado exclusivamente para as discussões atinentes a Teoria da História e a História da Historiografia, uma vez que o ST oferecido por Durval Muniz de Albuquerque Jr. e Temístocles Cezar não foi inscrito, assim como também não o foi o organizado pelo professor Estevam de Martins Rezende. O ST contou com 29 trabalhos inscritos, dentre eles os de alguns membros do fórum, como os de Pablo Spíndola, Diego José Fernandes Freire, Rodrigo Perez Oliveira, Wagner Geminiano dos Santos, Evandro Santos, Thyago Ruzemberg Gonzaga de Souza e do próprio Luiz Carlos Bento. O ST serviu como espaço para estreitar as relações intelectuais entre esses pesquisadores e ampliar o horizonte de divulgação e visibilização das pesquisas da rede.

• Simpósio Nacional de História – SNH 2019: “História e o futuro da educação no Brasil”, Campus da UFPE – Recife-PE. Para este evento os Professores. Doutores Luiz Carlos Bento e Wagner Geminiano dos Santos propuseram o ST Teoria da História e História da Historiografia I. Foram inscritos 25 trabalhos para o ST, contando também com a participação de membros do Fórum e de pesquisadores das seccionais da ANPUH aqui elencadas. Salientamos que os professores Durval Muniz de Albuquerque Jr. e Temístocles Cezar voltaram a oferecer o ST coordenado por ambos, nesta edição do SNH, como o seguinte nome ST Teoria da História e História da Historiografia II. Isto demostra e reafirma o vigor e o crescimento das pesquisas na área, assim como da urgência em criar e institucionalizar junto a ANPUH o GT de Teoria da História e História da Historiografia.

JUSTIFICATIVA:

Ante o exposto, evidencia-se a intensa e vigorosa atividade de pesquisa, de produção de livros, teses, artigos, assim como debates e discussões desenvolvidos pelos historiadores e intelectuais ligados aos grupos de trabalho de Teoria da História e História da Historiografia das seccionais da ANPUH-PE, ANPUH-PB, ANPUH-RN, ANPUH-MS, ANPUH-CE e daqueles ligados ao Fórum de Teoria e História da Historiografia ligados a diversas outras instituições país a fora. Esse grupo de pesquisadores vem, diante disso, requerer a criação do Grupo de Trabalho de Teoria da História e História da Historiografia junto a ANPUH Nacional, com o intuito de ampliar estas discussões e essa rede junto as demais seccionais da ANPUH possibilitando com isso uma maior democratização e descentralização das discussões em torno da Teoria da História e da História da Historiografia, entendidas como áreas de pesquisa, discussão, problematização do conhecimento histórico e da escrita da história em diversos tempos e lugares, pelos diversos departamentos de História e Programas de Pós-Graduação em História país a fora. Entendemos que a ANPUH, como Associação representativa dos historiadores no Brasil, é espaço fundamental para a realização desse objetivo, dado a capilaridade da instituição em todos os estados do país, a partir das suas seccionais. E neste sentido o GT de Teoria da História e História da Historiografia seria mais um espaço a se somar a outros importantes esforços, como os empreendidos pela SBTHH, no tocante a divulgação, circulação e socialização do conhecimento histórico produzido nas áreas acima referidas.

OBJETIVO:

Esse Grupo de Trabalho terá por objetivo reunir pesquisadores em diversos níveis de pesquisas e também de instituições diversas que queiram discutir e debater a produção do conhecimento a partir do viés da teoria da história e da história da historiografia. Logo, pretende-se reunir historiadores que trabalham com a identificação da memória histórica enquanto um produto de sentido e orientação temporal dos sujeitos históricos. Também objetiva-se possibilitar a reflexão sobre o conceito de cultura histórica, pensando-o na suas dimensões cognitiva, política, estética e ética. Dessa forma, ao refletirmos sobre os estatutos atribuídos a cultura histórica e ao saber histórico, buscamos reunir pesquisadores preocupados em pensar a historicidade da escrita da história no Brasil e no mundo. Comportando discussões que abordem elementos constituidores deste debate como: pesquisas que trabalham na intersecção entre teoria da história e história da historiografia com a finalidade de discutir as regras, os conceitos, as abordagens, o fazer dos historiadores brasileiros a partir da historicidade de suas práticas, bem como das dimensões epistemológicas, políticas, éticas e estéticas de nosso metiér. Que busquem pensar limites e aproximações epistemológicas no processo de constituição das ciências humanas no Brasil bem como os múltiplos sentidos atribuídos a pesquisa e a escrita da história em diversos espaços e temporalidades.

Objetivo Geral:

• Promover no âmbito acadêmico, em diálogo com outros espaços da esfera pública, debates referentes à área de Teoria da História e História da Historiografia, articulados a outras iniciativas em curso, com vistas à consolidação da área em nível nacional.

Objetivos Específicos:

• Estabelecer uma discussão específica acerca das diferentes perspectivas para os estudos de Teoria e História da Historiografia no Brasil, atentando às diversas espacialidades e realidades bem como às escolhas e proposições no que diz respeito aos diálogos entre pesquisadores do Brasil e do exterior;

• Dar visibilidade às pesquisas cujos escopos se inserem na área de estudos do GT e congregar seus pesquisadores por meio da realização de reuniões, eventos, encontros, simpósios, seminários, publicações e demais ações regulares e periódicas, em diferentes instituições e níveis da Educação (Ensino Básico, Médio, Técnico e Superior);

• Colaborar com as ações do Fórum de Teoria e História da Historiografia, fundado em novembro de 2016, cujo principal intento é fomentar às discussões em torno da teoria da história e a história da historiografia, articulando-se, de agora por diante, ao GT de Teoria da História e Historiografia junto à ANPUH Nacional.

PROPOSTAS DE TRABALHO:

• O Grupo de Trabalho “Teoria da História e História da Historiografia” participará de eventos vinculados aos encontros estaduais e nacionais da ANPUH, apresentando os trabalhos desenvolvidos pelos seus membros e colaboradores, bem como organizando Simpósios temáticos, mesas-redondas e conferências.

• Organizará eventos periódicos em formato seminários, encontros, reuniões ou através de fóruns de discussão a serem promovidas pelos membros do GT.

• Participação em outros eventos, vinculados a área de Teoria da História e História Historiografia no país e no exterior.

• Publicação de artigos, livros e capítulos de livros ligados à área de concentração do GT.

REFERÊNCIAS:

ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. História: a arte de inventar o passado. Bauru: SP: EDUSC, 2007.
ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. O caçador de Bruxas: Carlo Ginzburg e a análise historiográfica como inquisição e suspeição do outro. In: Revista Saeculum. João Pessoa-PB, Jul./Dez. 2009, pp. 45-63.
ARAUJO, V. L. A formação do regime de autonomia avaliativo no Sistema Nacional de Pós-graduação e o futuro das relações entre historiografia, ensino e experiência da história. ANOS 90 (ONLINE) (PORTO ALEGRE), v. 23, p. 83-109-109, 2016.
ARAUJO, V. L. História da historiografia como analítica da historicidade. História da Historiografia, v. 12, p. 34-44, 2013.
ARAUJO, V. L. O direito à história: o(a) historiador(a) como curador(a) de uma experiência histórica socialmente distribuída. In: OLIVEIRA, Rodrigo Perez; GUIMARÃES, Géssica e BRUNO, Leonardo (Orgs.). Conversas sobre o Brasil: ensaios de crítica histórica. Salvador: Provisória, 2017, pp. 191-216.
ARAUJO, V. L.; Nicolazzi, Fernando. A História da Historiografia e a atualidade do Historicismo: perspectivas sobre a formação de um campo. In: VARELLA, Flávia Florentino; MOLLO, Helena Miranda; MATA, Sérgio Ricardo da; ARAUJO, Valdei Lopes de. (Org.). A Dinâmica do Historicismo: revisitando a historiografia moderna. 1ed.Belo Horizonte: Argumentum, 2008, v. 1, p. 7-14.
BARROS, J. D’A. Teoria da história: princípios e conceitos fundamentais. Vol. I. Petrópolis. Rio de Janeiro: Vozes, 2013.
BARROS, J. D’A. Teoria da história: Acordes historiográficos: uma nova proposta para a teoria da história. Vol. IV. Rio de Janeiro: Ática, 2011.
BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas: Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994.
BENTIVOGLIO, Júlio. História e Distopia: a imaginação histórica no alvorecer do século XXI. Editora Milfontes, 2017.
BLOCH, M. Apologia da história ou o ofício do historiador. Tradução de André Telles. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.
CALDAS, Pedro Spínola Pereira. A arquitetura da teoria: o complemento da trilogia de Jörn Rüsen. Fênix - Revista de História e Estudos Culturais. [sdt.], v. 5, n. 1.
CARDOSO, Ciro Flamarion et VAINFAS, Ronaldo (org.). Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997, pp. 45-59.
CARDOSO, Ciro Flamarion. Um historiador fala de teoria e metodologia. Bauru: Edusc, 2005.
CERTEAU, Michel de. A Escrita da História. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982.
CERTEAU, Michel de. História e Psicanálise. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
CEZAR, Temístocles. A retórica da nacionalidade de Varnhagen e o mundo antigo: o caso da origem dos tupis. In: Manoel Luiz Salgado Guimarães. (Org.). Estudos sobre a escrita da história. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2006, pp. 29-41.
CEZAR, Temístocles. Hamlet Brasileiro: ensaio sobre giro linguístico e indeterminação historiográfica (1970-1980). História da Historiografia, Nº. 17, 2015, pp. 440-461.
CEZAR, Temístocles. e TURIN, Rodrigo. Apresentação. In: Revista de História da Historiografia. Ouro Preto, Nº 13, 2013, pp. 11-13.
CEZAR, Temístocles. Estruturalismo e pós-estruturalismo na perspectiva do conhecimento histórico. Revista Anos 90. Porto Alegre, Nº 4, 1995.
CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa: Difel/ Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990.
CHARTIER, Roger. À beira da falésia: a história entre certezas e inquietudes. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2002.
COSTA, Bruno Balbino Aires da. Luís da Câmara Cascudo, historiador dos espaços. Revista Brasileira de História & Ciências Sociais, v. 4, p. 338-357, 2012.
COSTA, Bruno Balbino Aires da. A “casa da memória norte-rio-grandense”: o IHGRN e a construção do lugar do Rio Grande do Norte na memória nacional (1902-1927). Tese (doutorado) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós-graduação em História, Porto Alegre, 2017.
COSTA, Bruno Balbino Aires da. A retórica da naturalidade: a pátria de Felipe Camarão como um problema historiográfico. Anos 90 (online) (Porto Alegre), v. 26, p. 1, 2019.
DELEUZE, Gilles. Foucault. São Paulo: Editora Brasiliense. 2005.
DELEUZE, Gilles. Conversações. São Paulo: Editora 34. 1992.
DERRIDA, Jacques. Gramatologia. São Paulo: Perspectiva, 2004.
DERRIDA, Jacques. A escritura e a diferença. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2002.
DIEHL, Astor Antônio. A cultura historiográfica brasileira nos anos 1980: experiências e horizontes. Passo Fundo: UPF, 2004.
DROYSEN, Johann Gustav. Manual de teoria da história. Petrópolis-RJ: vozes, 2009.
FAGE, J. D. A evolução da historiografia da África. In: História Geral da África, vol. 1. São Paulo: Ática, 1982, p.40.
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012.
FOUCAULT, Michel. Ditos & Escritos: Arqueologia das Ciências e História dos Sistemas de Pensamento. Vol. II. Rio de Janeiro. Forense Universitária. 2005.
FOUCAULT, Michel. Ditos & Escritos: Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema. Vol. III. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. A
FOUCAULT, Michel. Ditos & Escritos: Estratégia, Poder-Saber. Vol. IV. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. B
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Edições Loyola, 1999.
FREIRE, Diego J. Fernandes. Quando a história fala pela boca da classe dominante: Pedro de Alcantara Figueira e sua história da historiografia brasileira (1973). Saeculum, Nº.39, jul/dez 2018 (no prelo).
FREIRE, Diego J. Fernandes. O passado da história: notas sobre o debate da história da historiografia brasileira na década de 1970. Canoa do Tempo, 2018, V. 10, pp. 30-51.
FREIRE, Diego José Fernandes. O (des) encontro entre história e memória. História da historiografia. Ouro Preto: Nº 21, 2016. pp. 132-139.
GINZBURG, Carlo. Relações de força: história, retórica, prova. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
GINZBURG, Carlo. O fio e os rastros: verdadeiro, falso, fictício. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
GINZBURG, Carlo. Mitos, Emblemas e Sinais. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
GONTIJO, Rebeca. O velho vaqueano. Capistrano de Abreu: memória, historiografia e escrita de si. Rio de Janeiro: 7Letras/Faperj, 2013. 182 p.
GONTIJO, Rebeca. Capistrano de Abreu Viajante. In: Revista Brasileira de História. São Paulo: Nº 59, Vol. 30, 2010, pp. 15-36.
GUIMARÃES, Manoel L. Salgado. Historiografia e Nação no Brasil (1838-1857). Rio de Janeiro: EdUERJ, 2011, 284 p.
GUIMARÃES, Manoel Salgado. Historiografia e cultura histórica: notas para um debate. Ágora, Santa Cruz do Sul, v.11, n.1. p. 32, jan./jun.2005.
GUIMARÃES, Manoel L. Salgado. A cultura histórica oitocentista: a constituição de uma memória disciplinar. In: PESAVENTO, Sandra Jathay (Org.). História Cultural: práticas de pesquisa. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2003.
GUIMARÃES, Manoel L. Salgado. Entre amadorismo e profissionalismo: as tensões da prática histórica no século XIX. In: Revista Topoi. Rio de Janeiro, 2002, pp. 184-200.
GUIMARÃES, Manoel L. Salgado. Reinventando a tradição: sobre o Antiquariado e a Escrita da História. In: Humanas. Porto Alegre, Vol. 23, 2000.
GUIMARÃES, Manoel L. Salgado. O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o projeto de uma história nacional. In: Revista Estudos Históricos. Rio de Janeiro; Vol. 01, Nº 01, 1988, pp. 5-27.
HARTOG, François. Evidência da História: o que os historiadores veem. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011.
HARTOG, François. Regimes de Historicidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
HUMBOLDT, Wilhelm Von. Sobre a tarefa do historiador (1821). Tradução Pedro Spinola Pereira Caldas. In: História Pensada: teoria e método na historiografia europeia do século XIX. Org. Estevão de Rezende Martins. São Paulo: contexto, 2010.
JENKINS, Keith. A História Repensada. São Paulo: Contexto, 2001.
KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2006.
KOSELLECK, Reinhart. O Conceito de História. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas: UNICAMP, 1992
LE GOFF, Jacques e NORA, Pierre. História: Novos Objetos, Novos Problemas, Novas Abordagens. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995. 3 Vol.
MALERBA, Jurandir. Lições de História; o caminho da história no longo século XIX. FGV, 2010.
MALERBA, Jurandir (Org.). A História escrita: teoria e história da historiografia. São Paulo: Contexto, 2008.
NICOLAZZI, Fernando. Um estilo de história: a viagem, a memória, o ensaio. Sobre Casa-Grande & Senzala e a representação do passado. São Paulo: Editora Unesp, 2011.
NICOLAZZI, Fernando; MOLLO, Helena Miranda; ARAUJO, V. L. (Orgs.). Aprender com a história? O passado e o futuro de uma questão. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2011.
NICOLAZZI, Fernando; BAUER, C. S. O historiador e o falsário: Usos públicos do passado e alguns marcos da cultura histórica contemporânea. Varia História. Belo Horizonte, Vol. 32, 2016, pp. 807-835.
NICOLAZZI, Fernando. A narrativa da experiência em Foucault e Thompson. Revista Anos 90. Porto Alegre, Vol. 11, Nº 19/20, 2004, pp.101-138.
OHARA, João Rodolfo Munhoz. Virtudes epistêmicas na historiografia brasileira (1980-1990). Tese de Doutorado. UNESP: Assis – SP, 2017.
OHARA, João Rodolfo Munhoz. Virtudes epistêmicas na prática do historiador: o caso da sensibilidade histórica na historiografia brasileira (1980-1990). História da Historiografia. Ouro Preto, 2016, Nº. 22, p. 170-183.
OHARA, João Rodolfo Munhoz. The Disciplined Historian: “Epistemic Virtue”, “Scholarly Persona”, and practices of subjectivation. A proposal for the study of Brazilian professional historiography. Práticas da História. Lisboa, V. 1, Nº. 2, pp. 39-56, 2016.
OLIVEIRA, Maria da Glória. Crítica, método e escrita da história em João Capistrano de Abreu. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013.
OLIVEIRA, Maria da Glória. Historiografia, memória e ensino de História: percursos de uma reflexão. In: Revista de História da Historiografia. Ouro Preto, Nº 13, 2013, pp. 130-143.
OLIVEIRA, Maria da Glória. Fazer História, escrever a História: sobre as figurações do historiador no Brasil oitocentista. In: Revista Brasileira de História. São Paulo: Nº 59, Vol. 30, 2010, pp. 37-52.
OLIVEIRA, Rodrigo Perez; GUIMARÃES, Géssica e BRUNO, Leonardo (Orgs.). Conversas sobre o Brasil: ensaios de crítica histórica. Rio de Janeiro: Autografia, 2017.
RAGO, Margareth & GIMENES, Renato A. de O. (Orgs.). Narrar o passado, repensar a história. Campinas, SP: UNICAMP, 2000.
REIS, José Carlos. A Escola dos Annales: A inovação em História. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
REIS, José Carlos. Teoria & História: Tempo Histórico, História do pensamento histórico ocidental e pensamento brasileiro. Rio de Janeiro: FGV, 2012.
REIS, José Carlos. História & Teoria: Historicismo, Modernidade, Temporalidade e Verdade. Rio de Janeiro: FGV, 2003.
REIS, José Carlos. A História: entre a filosofia e a ciência. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2007.
RODRIGUES, José Honório. Teoria da história do Brasil: introdução metodológica. 4ºed. São Paulo: Editora Nacional, Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1978
RÜSEN, J. História viva: formas e funções do conhecimento histórico. Brasília: Editora da UNB, 2007.
RÜSEN, Jörn. Cultura faz sentido: orientações entre o ontem e o amanhã. Tradução de Nélio Schneider. Petrópolis: Vozes, 2014.
RÜSEN, Jörn. Razão histórica: fundamentos da ciência histórica. Brasília: UNB, 2001.
SALES Neto, Francisco Firmino. Palavras que silenciam: Câmara Cascudo e o regionalismo-tradicionalista nordestino. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2008.
SALES Neto, Francisco Firmino. Luís Natal ou Câmara Cascudo: de ator a autor da cidade do Natal. Campina Grande: EDUFCG, 2013.
SALES Neto, Francisco Firmino; BARROS, Ewerton Wirlley Silva; MARQUES, Maria Joedna. Rodrigues. Folclore na província: um ensaio sobre o lugar do folclore no pensamento social do Rio Grande do Norte. In: ROCHA, Raimundo Nonato Araújo da (Org.). Estudos sobre o Rio Grande do Norte. Natal: CJA Edições, 2017.
SANTOS, Evandro. Fragmentos de ética: figurações do historiador oitocentista em Alexandre Herculano. História da Historiografia, pp. 101-121, 2018.
SANTOS, Wagner Geminiano dos. A invenção da historiografia brasileira profissional, acadêmica: geografia e memória disciplinar, disputas político-institucionais e debates epistemológicos acerca do saber histórico no Brasil (1980-2012). Tese (doutorado) - Universidade Federal de Pernambuco, Programa de Pós-graduação em História, Recife, 2018.
SANTOS, Wagner Geminiano dos. “A invenção da crítica historiográfica brasileira pós década de 1980: um campo de batalha para modernos e pós-modernos”. In: Revista de Teoria da História. Goiás, Nº 07, jun/2012. pp. 128-155.
SPÍNDOLA, Pablo e SANTOS, Wagner Geminiano dos (Orgs.). Teoria da História e História da Historiografia brasileira dos séculos XIX e XX: Ensaios. Jundiaí-SP: Paco Editorial, 2018.
STENGERS, Isabelle. A Invenção das Ciências Modernas. São Paulo. Ed. 34. 2002.
THOMPSON, E. P., A Miséria da Teoria. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.
TUAN, Yi-Fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. Londrina: EDUEL, 2013.
TURIN, Rodrigo. História da historiografia e memória disciplinar: reflexões sobre um gênero. In: Revista de História da Historiografia. Ouro Preto, Nº 13, 2013, pp. 78-95.
VASCONCELOS, Eduardo Henrique Barbosa de; PINTO, Aline Magalhães. Dossiê Luiz Costa Lima. Fatos & Versões: revista de história. v.10, Nº.19 (2018).
VASCONCELOS, José Antonio. Quem tem medo de teoria? A ameaça do pós-modernismo na historiografia americana. São Paulo: Annablume; FAPESP, 2005.
VEYNE, Paul. Foucault: O pensamento, a pessoa. Lisboa: Edições Texto & Grafia, 2009.
VEYNE, Paul. Como se Escreve a História. Brasília: EDUNB, 1982.
VEYNE, Paul. O Inventário das Diferenças. São Paulo: Brasiliense, 1989.
WEHLING, A. Estado, história e memória: Varnhagen e a construção da identidade nacional. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
WHELING, Arno. A invenção da história: estudos sobre o historicismo. Rio de Janeiro: UGF; Niterói: UFF, 1994.
WHITE, Hayden. Trópicos do Discurso. São Paulo: Edusp, 1994.
WHITE, Hayden. Meta-história: a imaginação histórica do século XIX. São Paulo: EDUSP, 1995.

 NOTAS

1- RODRIGUES, José Honório. Teoria da história do Brasil: introdução metodológica. 4ºed. São Paulo: Editora Nacional, Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1978, p.32
2- GUIMARÃES, Manoel Salgado. Historiografia e cultura histórica: notas para um debate. Ágora, Santa Cruz do Sul, v.11, n.1. p. 32, jan./jun.2005.
3- Idem.
4- FAGE, J. D. A evolução da historiografia da África. In: História Geral da África, vol. 1. São Paulo: Ática, 1982, p.40.
5- Idem, p. 20.
6- Disponível em: http://www.sbthh.org.br/pb/sobre/, acessado em 16 de maio de 2019, as 11:06 h.

Informações adicionais

  • E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.