A Anpuh-Rio está acompanhando a atual situação do APERJ com muita preocupação, destacando a importância da preservação da memória e da história do Estado do Rio de Janeiro. Cabe pontuar que o APERJ já viveu importantes momentos. Foi o 1º arquivo público estadual a receber a documentação das polícias políticas na redemocratização pós-1964. Ao ser transferido para a Casa Civil, no início dos anos 2000, teve seu fôlego renovado e sua missão de gestor da documentação do governo reconhecida. Se fez um concurso público para construir sua sede que não saiu do papel. Tem uma equipe aguerrida e comprometida. Um valioso trabalho prestado para a comprovação de Direitos e a pesquisa acadêmica. Suas instalações estão longe de serem as melhores, mas de repente a comunidade de pesquisadores e os cidadãos são surpreendidos com a suspensão total dos seus serviços.
Nos seus mais de 90 anos e inúmeras sedes, nunca vimos isto. Não foi divulgado qualquer documento das autoridades de sinistros que justificasse essa radicalização. Somos todos a favor das melhorias. Mas acreditamos que o diálogo com a comunidade de pesquisadores fosse o melhor caminho. Principalmente na semana em que “Ainda estou aqui” ganha prêmio e documentos sobre Rubens Paiva e outros estão lá. Após passarmos pelos 60 anos do golpe, a historiografia fluminense e brasileira, e o gestor da documentação do Estado não mereciam isto!
Rio de Janeiro, 08 de janeiro de 2025.
Direção da ANPUH-RIO
Biênio 2024-2026
