O 5º Seminário Internacional Histórias do Pós-Abolição no Mundo Atlântico, vinculado ao GT Emancipações e Pós-Abolição da Associação Nacional de História (GTEP/ANPUH), tem como propósito reunir pesquisadoras/es, professoras/es, estudantes e a sociedade em geral para compartilhar, ampliar, aprofundar e refletir sobre experiências de pesquisa, ensino e extensão em torno da temática “Saberes, Ancestralidades e Territorialidades”. O evento ocorrerá na modalidade presencial, entre os dias 9 e 11 de dezembro de 2026, nas dependências do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo – SP, Brasil.
O Seminário Internacional Histórias do Pós-Abolição no Mundo Atlântico, nesta quinta edição, propõe aprofundar o debate sobre saberes, ancestralidades e territorialidades sob a perspectiva negra e afro-indígena. Partimos do reconhecimento de que, no contexto das emancipações e do pós-abolição, as experiências de luta de comunidades negras, indígenas e afro-indígenas estiveram - e, ainda, estão - intrinsecamente relacionadas à valorização de seus saberes próprios, à afirmação de suas ancestralidades e ao fortalecimento da relação com seus territórios. Ao destacar essas dimensões em perspectiva histórica, o evento busca evidenciar as múltiplas formas de produção de conhecimento, práticas culturais e estratégias de enfrentamento à colonialidade, enfatizando a centralidade das epistemologias negras e afro-indígenas na construção de alternativas emancipatórias e na luta por direitos em distintas temporalidades.
A proposta é criar um espaço de diálogo e intercâmbio entre pesquisadoras/es, docentes, estudantes e lideranças de comunidades, promovendo reflexões críticas sobre a presença e a importância dos saberes tradicionais, das narrativas ancestrais e das territorialidades na conformação das identidades e lutas negras, indígenas e afro-indígenas por direitos e cidadania no passado e no presente. O evento visa, ainda, estimular iniciativas que promovam estratégias de reconhecimento, respeito e reparação histórica, considerando as demandas contemporâneas por justiça social, por meio da valorização das experiências e trajetórias de povos que, historicamente, foram silenciados ou marginalizados.
Nesse sentido, chamamos à inscrição de trabalhos para os seguintes eixos:
1. Patrimônios, Ancestralidades e História Pública;
2. Memórias, Acervos, Saberes e Territorialidades;
3. Ensino de História, Reeducação das Relações Étnico-Raciais e Educação Antirracista;
4. Racialização, Racismo e Antirracismo em perspectiva histórica;
5. Trajetórias, Intelectualidades e Ativismos negros, indígenas e afro-indígenas;
6. Sociabilidades, Práticas Culturais, Religiosidades e Protagonismos negros, indígenas e afro-indígenas;
7. Perspectivas Interseccionais: relações de gênero, raça, etnia, classe e sexualidades;
8. Saberes Ancestrais, Interculturalidade, Artes e Reparações.
