BOLETIM HISTORIAR

No ar, mais uma edição do Boletim Historiar, revista eletrônica vinculada ao Grupo de Estudos do Tempo Presente da Universidade Federal de Sergipe (GET/UFS/CNPq). Nesse número, temos 7 artigos que abordam temáticas como imprensa negra, discurso e mídia, sexualidades indígenas, ética neopentecostal, Brasil Império, História e Memória e Ditadura Militar.

No primeiro artigo, nomeado “Imprensa negra e resistência à ditadura no Brasil: o ressurgimento dos jornais negros na década de 1970”, Gabrielle Oliveira de Abreu apresenta de quais maneiras a imprensa negra foi mobilizada nas décadas de 1970 e 1980. A autora busca demonstrar a importância dos jornais alternativos enquanto instrumentos de luta para diversos segmentos do movimento negro.

A seguir, Luciano Taveira de Azevedo analisa o discurso produzido pela revista Veja sobre Luiz Inácio Lula da Silva. Intitulado “Discurso e mídia: uma análise da representação de Lula nas capas da revista Veja”, o texto problematiza as representações deste periódico sobre Lula.

Partindo da crítica à colonialidade e à normatividade, em “Sexualidades Indígenas: Two-Spirit e Queer of Colour enquanto crítica à colonialidade”, Luíza Zelinscki Lemos Pereira e Thífany Piffer buscam entrelaçar as teorias Queer of Colour e Two-Spirit a fim de entenderem as sexualidades indígenas.

Já em “Fé no indivíduo: aproximações entre o projeto econômico de Paulo Guedes e a ética neopentecostal”, Filipe Senos dos Santos examina, a partir de bases weberianas, a relação entre dois importantes eixos presentes na sociedade brasileira contemporânea: o projeto econômico de Paulo Guedes, Ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro; e a ética econômica produzida a partir da Teologia da Prosperidade, um pensamento religioso difundido em igrejas neopentecostais.

O quinto artigo, produzido por Romero Romulo da Silva Junior, nomeado “Entre frutas tropicais e porcelanas francesas: a formação do Estado imperial brasileiro e os poderes em construção na Província de Sergipe”, aborda o processo de organização dos poderes na província de Sergipe a partir das disposições do poder central. Para tal, o autor baseou-se num levantamento bibliográfico, bem como em ofícios produzidos referido período.

No penúltimo texto, “Fazer recordar os heróis do Jenipapo: história, memória e identidade em um monumento (1971-1973)”, Cláudia Cristina da Silva Fontineles e Antônio Jeferson de Sousa analisam como repercutiu a construção do Monumento aos Heróis do Jenipapo, em 1973, no município piauiense de Campo Maior, e suas relações com a memória, a história e a identidade. Recorre-se, para tal, à pesquisa bibliográfica, análise das reportagens do jornal A Luta e textos biográficos.

Por fim, Carlos Eduardo da Silva Pereira examina, através do atestado de ideologia e dos debates em torno dele, o momento de abertura política no Rio Grande do Sul e no cenário nacional. Além de combinar fontes diversas, o autor parte do princípio do atestado ideológico como uma instituição que fornece respostas para problemas em determinado período, situação e contexto.

Informações adicionais

  • Edição: v. 9 n. 03 (2022): Jul./Set. 2022
  • Instituição: Universidade Federal de Sergipe (UFS)
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