Relatos de professores na pandemia (31/05)

Parece que apenas algumas mortes são passíveis de luto, enquanto algumas vidas são descartáveis. As perdas, o sofrimento e a dor de alguns grupos sociais tornaram-se banais. Tomado por essa ideia surreal, vislumbro o retorno às salas de aula... Alguns professores e estudantes, eventualmente, não retornaremos. Alguns terão o assombro da morte na família, pais, irmãos, filhos, avós. Alguns terão conhecidos dos círculos de amizade e vizinhança afetados. A crise econômica ainda não totalmente dimensionada, que acompanha a pandemia, já afeta milhões. Como retornar ao emaranhado fictício de competências gerais e específicas, às habilidades e aos objetivos de aprendizagem dos documentos pedagógicos oficiais? Como conjugar as mortes do mundo real com a abstração alfa numérica das propostas curriculares oficiais? Como harmonizar o luto e a pobreza com os desígnios dos reformadores empresariais ávidos por re$ultado$? Como convergir afetos de professores e estudantes implicados na mesma dor? 
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LUTO PELOS MORTOS DA PANDEMIA

LUTA COM OS PROFESSORES

LUTAS DA HISTÓRIA

A Associação Nacional de História-Seção São Paulo, ANPUH-SP, abre um espaço em sua página e redes sociais para divulgação de relatos de professores de História da Educação Básica sobre o cotidiano desses profissionais durante o período de pandemia. Semanalmente divulgaremos um novo relato, que sirva como manifesto e registro documental desses tempos brutos em que vivemos.