
O 33º Simpósio Nacional de História (SNH), promovido pela Associação Nacional de História (ANPUH), aconteceu entre os dias 13 e 18 de julho de 2025, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, Minas Gerais. O evento foi sediado na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) com a participação de mais de 6.000 inscritos. Esta marca foi vista com otimismo pelos participantes, mostrando a força da comunidade de historiadores do país.
Com o tema “Os (Des)confortos da História e os Futuros do Ensino de História”, o simpósio propôs uma reflexão crítica sobre os desafios enfrentados pela história como campo do conhecimento e disciplina escolar na contemporaneidade. Destacou a História como ciência, como prática social e componente essencial do currículo escolar, abrindo um espaço para o debate sobre os impasses do presente e as possibilidades de construção de novos futuros no campo da educação histórica.
A programação do simpósio inclui uma variedade de atividades acadêmicas e culturais. Dentre elas, destacam-se os Simpósios Temáticos (STs), os Diálogos Contemporâneos (DCs), as conferências com convidados nacionais e internacionais, os minicursos e oficinas, reuniões de Grupos de Trabalho (GTs), lançamentos de livros, roteiros voltados ao patrimônio cultural e exposições temáticas. Dentre os conferencistas, destacamos: Kim Butler da Rutgers University (EUA), com o trabalho "As tarefas de Ísis: mulheres negras e a imaginação da Diáspora Africana"; também, Márcia Mura educadora indígena do povo Mura, com a conferência “O ensino da História na perspectiva indígena: território, memória e o ambiente inteiro” e Laura de Mello e Souza, professora da USP e da Sorbonne Université, discutindo a historiografia de Natalie Zemon Davis.
Quanto à participação do estado de São Paulo, de acordo com o registrado no Caderno de Programação, temos os seguintes números.
Tabela 1. Participação de membros do estado de São Paulo
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Entidade |
Ocorrências encontradas |
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USP |
119 |
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UNICAMP |
77 |
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UNESP |
61 |
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UNIFESP |
54 |
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PUC-SP |
14 |
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Redes Públicas de Ensino |
05 |
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Museu Paulista (USP) |
02 |
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Total |
332 |
Fonte: 33º Simpósio Nacional de História (UFMG)
A Diretoria da ANPUH-SP foi ativa participante do evento. Destaca-se, em primeiro lugar, a incorporação da Campanha +História, em defesa da história e do profissional historiador, docente e pesquisador, planejada pela ANPUH-SP, para o cenário nacional, sendo incorporada ao programa da ANPUH (gestão 2025-2027), para todo o Brasil.
Depois, destacamos os trabalhos dos membros da ANPUH-SP no 33º SNH. O professor Everaldo de Oliveira Andrade, da USP, atuou como organizador e mediador do Diálogo Contemporâneo, abordando aspectos históricos e contemporâneos na invasão e do genocídio perpetrado pelo sionismo israelense sobre a Faixa de Gaza/Palestina. Da parte desta mesa foi proposta uma moção de repúdio em relação à atuação violenta de Israel contra a Faixa de Gaza, o que foi acatada e aprovada na Assembleia Geral. Além disso, o mesmo professor debateu sobre as direitas contemporâneas com a análise “Questão racial e movimentos fascistas: os casos do Haiti e da Bolívia”. David Ribeiro, pesquisador vinculado ao Museu Paulista da USP, apresentou o trabalho “Museus do devir branco: do desconforto à requalificação de coleções”, dentro do simpósio temático voltado às políticas de memória, patrimônio. A professora Katya Braghini, da PUC-SP, participou do Simpósio Temático sobre os novos objetos da história da ciência, abordando o tema “Por uma história sem fronteiras entre ciência e educação”, além de lançar o livro “Memória-ANPUH. Em defesa da história e do(a) historiador(a)”, vinculado ao Projeto Memória-ANPUH-Brasil.
Também o Conselho da ANPUH-SP teve ampla participação no 33º SNH. O professor Arrovani Fonseca, representante do GTEHE – ANPUH-SP/SEDUC-SP, integrou a mesa dedicada ao tema “Plataformização da educação, Novo Ensino Médio, trabalho docente e aprendizagem discente”. Houve ativa participação dos docentes Veruschka Azevedo, Patrícia Cerqueira e Rubens Baldini, representantes das redes públicas paulistas nos simpósios “Periferias e ensino de História: sujeitos, territórios, saberes e práticas insurgentes” e “Perspectivas Afro-Diaspóricas no Ensino de História: Por um Currículo Amefricanocentrado”. Já o professor Antonio Simplício de Almeida Neto, da UNIFESP, integrou um dos Diálogos Contemporâneos com o tema “As reformas educacionais e o ensino de História em tempos de neoliberalismo e pós-verdade”. A conselheira Anelize Vergara apresentou o trabalho “A Jornada do Professor Iniciante (2022-2025): Entre a formação de professores online e a crise do ensino crítico de História no Brasil”. Por fim, Thiago Sampaio analisou a África Contemporânea com o tema “O projeto colonial republicano em Angola: as administrações de Norton de Mattos (1912-1915; 1921-1924)”.
A participação da ANPUH-SP no 33º Simpósio Nacional de História foi intensa. Passamos bons momentos entre debates, análises e períodos de descontração. Diante da relevância dessa atuação e da boa relação entre colegas e amigos, a ANPUH-SP convida todos os seus filiados e filiadas à ampliarem essa presença ativa no próximo Simpósio Nacional, que acontecerá em 2027 na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Também lembramos que em 2026 haverá o XVII Encontro Estadual de História nas dependências do departamento de História da USP com o tema “As Tecnologias de Comunicação e Informação, história e perspectivas de futuro”. Juntos, fortaleceremos o compromisso coletivo dos membros da ANPUH em defesa da história e dos(as) historiadores(as).

























































































